quarta-feira, 30 de abril de 2014

choveu por aqui



São exatamente 9h43min, e eu não estou exatamente onde eu queria estar. Essa chuva batendo na janela pela manhã deixa a gente sensível demais. Esse tipo de sentimento não deveria aparecer pra quem te um namoro a distância.


Meu humor matinal é totalmente fechado, sou antissocial e incomunicável antes de fazer meu ritual: banho, café e silêncio até as 10h. "Naiana acorda e ninguém pode nem olhar pra ela". Realmente minha mãe tem razão, não me sinto nada confortável ao despertar as 7h25min da matina, dar bom dia pra pessoa que dormiu na mesma casa que eu, fingir felicidade em estar acordando tão cedo pra encher o bolso de outra pessoa com meu esforço. Me poupem com coisas desnecessárias, prefiro meu silêncio matinal. Meus pensamentos já falam demais.


Não esqueci da chuva, porque ela não para. E aí vem o sentimentalismo dando seu ar da graça novamente. A chuva me lembra teu dia de folga, nós dois na tua cama com ventilador ligado e dois edredons até o pescoço. É exatamente aí onde eu queria estar, eu deveria estar no aconchego do teu colo. Porque aqui eu choro, escabelo, grito e ninguém me vê.


Na minha própria conclusão me dou conta que não é só a chuva, não é só a TPM batendo na porta. É saudade, é falta de quem me entende só com um olhar, de quem me decifra só pelo tom de voz, de quem lembra de mim todos os dias com carinho e amor. 


Já faz um tempo, talvez todo o tempo, que não sou realmente feliz e inteira por onde ando. E hoje eu ainda não tomei minha dose de você. 



Naiana Cescon Lemes


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