sábado, 24 de outubro de 2009

talvez, talvez, talvez...

Agora que eu não tenho mais tanto apego com algumas coisas virtuais, e que eu tenho mais tempo livre pra me dedicar aos meus queridos livros que esses sim com certeza eu terei algum retorno, talvez agora eu tenha o meu dom um pouco mais aflorado se é essa a palavra que se usa. Ou digamos que eu pelo menos me dedique um pouco mais aos meus compromissos e vontades. Agora talvez eu escute um pouco mais de música assim como eu sempre escutei e que nunca foi pouco. Talvez eu assista mais filmes e termine as coisas que eu começo. Eu poderia vir aqui todos os dias também, como faço com meu fotolog e escrever. Mas acho que essa parte vou deixar um pouco de lado. Talvez agora que começou o calor infernal do verão eu fique um pouco mais na frente de casa com meus fones de ouvid enormes na cabeça tomando terêrê sem dar a mínima para pessoas que passam na rua e pensam: essa guria deve ser meia louca e sozinha e certamente vai ter problemas de audição mais tarde. Talvez eu seja apenas como os números da fotografia que meu livro diz: Na fotografia o menos é sempre mais.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Equilíbrios


Há quem se atreva a falar de equilíbrio, ter ou não ter, ou os que tem continuar mantendo. Tá ai o essencial ou o necessário. O que te segura é o que te mantêm no chão, mesmo quando todo mundo tá ai, querendo voar. Mesmo quando não se tem inspiração nenhuma pra escrever ou até mesmo pra falar. Até quando não tem vontade a gente acha, e isso não se procurava em par ou em grupos. E sim no ímpar no primeiro ímpar que sempre existiu, desde que me conheço por gente, desde até quando nem me conhecia. É individualmente que se procura, é acompanhado de fumaças a parte, como uma café ou até o vapor que a música faz até que chegue em nos, por dentro e por fora. Mas o que se cultiva hoje em dia é o que se tem por fora, é a capa que se veste, ou a máscara que compram por aí sem saber quem a usou antes de nós e assim ainda se iludem procurando o que se faz bem. E o que me inspira agora? é o meu café e minha boa música acompanhada do meu incentivo, da minha vontade e do que me faz me sentir bem sozinha. Procure o que te faça bem, em qualquer lugar como diz minha amiga Liz mesmo a distância, mesmo sem imagem e sem contato. Pois o equilíbrio está no que tu faz sozinha, se sentindo bem, independente do lugar, e do que se têm na mão.



Como dizia Maysa:
"se meu mundo caiu que eu aprenda a levantar."

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

descabelados suicidas


Não era difícil vê-lo ali, e ouvir seus passos longos subindo de dois em dois os degraus para abrir a porta e ficar me olhando sem dizer nada, até que nos abraçássemos e eu sentisse, como antigamente, a mecha rebelde de seu cabelo roçar-me a face como uma garra áspera e então soubesse nada ver, nada ouvir, e movimentasse meu corpo parado no meio do quarto para a cama sob a janela e mergulhando a cabeça nos lençóis desarrumados procurasse uma espécie de calor, imune ao tempo, às traças e à poeira, e procurasse o cheiro dele pelos cantos do quarto, e o chamasse com dor pelo nome, o nome que teve, antigamente, e nada encontrasse, porque tudo se perde e os ventos sopram levando as folhas de papel para longe, para além das janelas entreabertas sobre o telhado onde não restam mais migalhas para os pássaros que não vieram nunca. Mas não choro, mesmo que de repente me perceba no chão, buscando uma marca de sapato, um fio de linha ou de cabelo, os cabelos dele caíam sempre, ele os jogava sobre os telhados pelas tardes, repetindo nunca mais, nunca mais, e acreditávamos que um dia seríamos grandes, embora aos poucos fossem nos bastando miádas alegrias cotidianas que não repartíamos, medrosos que um ridicularizasse a modéstia do outro, pois queríamos ser épicos heróicos românticos descabelados suicidas, porque era duro lá fora fingir que éramos pessoas como as outras.'

Caio Fernando Abreu

domingo, 11 de outubro de 2009

se foi


Ficar tempos em casa é tão bom quanto nostalgico, cansativo e irritante em alguns minutos. É como se eu voltasse a um tempo em que não sei que gosto tem, ou ficar lembrando de coisas que nem existiam mais, ou pelos menos pensanva que não imaginaria novamente. É como parar de escrever do nada pelo simples fatos de não querer olhar paras as unhas não pintadas e lembrar que sinto dor quando não tenho esmaltes nelas. Deve ser uma dor psicólogica de tantos anos roendo e roendo um dedo atrás do outro como se fosse a última e única coisa a fazer no mundo. E nesse tal tempo que ainda não tem nome e nem fim, eu posso dizer que aprendi a não roer unha por conta da minha ansiedade que me tomava conta. Mas pra compensar essa ansiedade mandada embora meu desinteresse de fato aumentou, deve ser pela calmaria plena do meu quintal. Ou simplesmente porque se aprende que paciência requer muita prática.


E lá se foi mais um domingo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

pra quem gosta


Tá legal então, em primeiro lugar eu não escuto essas musiquinhas de guriazinha vazia que não sabe falar outra coisa a não ser abobação. Eu nunca fui muito de sorrir mesmo, agora muito mesmo pelo fato de que não gosto de estar usando aparelho.. Escuto ac/cd quando vejo que posso desabar e coloco pink floyd quando acho que vou explodir. Não tenho mais paciência pra aturar 'efeitos do álcool'. Sair. Ir em festas onde pessoas só falam com as outras por que beberam, com um fundo musical que te embala conforme o teu estado... inclusive eu que bebo pra ter pelo menos um pouco de humor. Não me interessa escrever aqui esperando que alguém leia. E não faço as coisas pra mostrar que estou fazendo. Uso a roupa que eu me sentir bem e não estou nem um pouco preocupada se minha calça verde combina com meu tênis xadrez marron e rosa. Meu caderno de matemática é do homem aranha e eu adoro ele. Faço do meu teclado minha cômoda e gostaria de ter mais interesse em tocá-lo. Gosto, acho lindo mas tenho preguiça. Tenho preguiça de sentir. Sentir solidão e alívio ao mesmo tempo escutando de novo e de novo a envolvente Marooned de Pink Floyd. Falo sozinha e até hoje tenho um amigo imaginário. Acho tango uma coisa linda e sensual e um dia irei dançá-lo na esperança de naquele momento esquecer tudo que tenho na cabeça. Acho uma forma bem válida de sentir a música. Tomo café preto mesmo sabendo que vai me dar dor de cabeça e tomo café com leite sabendo que lactose me faz mau. Não irei mais em lugares onde não me interessam. Tentarei fazer meu trabalhos em dia. E escutarei Pink Floyd pro resto da vida.

E tá ai né, não obriguei ninguém a ler. :)